Evangelho (Marcos 1,29-39) Domingo, 5 de Fevereiro de 2012 5º Domingo Comum

Publicada em 16 de Fevereiro de 2012 às 18h37 Versão para impressão

Foto: Google/mundosemdor Sentir-se curado e livre para servir Sentir-se curado e livre para servir
 Evangelho (Marcos 1,29-39)
Domingo, 5 de Fevereiro de 2012
5º Domingo Comum
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor!

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Naquele tempo, 29Jesus saiu da sinagoga e foi, com Tiago e João, para a casa de Simão e André.
30A sogra de Simão estava de cama, com febre, e eles logo contaram a Jesus.
31E ele se aproximou, segurou sua mão e ajudou-a a levantar-se. Então, a febre desapareceu; e ela começou a servi-los.
32À tarde, depois do pôr do sol, levaram a Jesus todos os doentes e os possuídos pelo demônio.
33A cidade inteira se reuniu em frente da casa.
34Jesus curou muitas pessoas de diversas doenças e expulsou muitos demônios. E não deixava que os demônios falassem, pois sabiam quem ele era.
35De madrugada, quando ainda estava escuro, Jesus se levantou e foi rezar num lugar deserto.
36Simão e seus companheiros foram à procura de Jesus.
37Quando o encontraram, disseram: “Todos estão te procurando”.
38Jesus respondeu: “Vamos a outros lugares, às aldeias da redondeza! Devo pregar também ali, pois foi para isso que eu vim”.
39E andava por toda a Galileia, pregando em suas sinagogas e expulsando os demônios.
- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

PARTILHA: A CURA É PARA TODOS

Jesus ensina que há males físicos e espirituais, sobre os quais Ele age e cura com poder, razão pela qual todas as pessoas, de todos os lugares, devem conhecer e ter acesso a essa graça, pois esta é a vontade de Deus.

A vida e a saúde são dons divinos, mas também da responsabilidade pessoal de cada um, que deve se cuidar, sem exageros, para conservar da melhor forma o que Deus lhe deu. Há ainda os que nascem deficientes, mas tanto estes, como as pessoas sãs que vem a contrair doenças posteriormente, podem ser alcançados pela misericórdia do Altíssimo, bem como pela caridade de parentes, amigos e até desconhecidos.

O evangelho acima mostra como Pedro e seus familiares intercederam por aquela idosa no momento de sua fragilidade física, a qual, ao sentir-se liberta, imediatamente passou a servir ao Senhor. A ação de Jesus se concretiza também por meio do amor ao próximo, seja este um parente, afim, um agregado, uma pessoa conhecida que tenha uma enfermidade, esta que pode ser apenas solidão ou a incapacidade de se cuidar sozinha, qualquer doença, da mais simples àquela que requeira grande empenho.

Quantas pessoas acolhem seus doentes e/ou idosos e cuidam deles, visitando, sustentando, medicando, fazendo companhia, apenas conversando com respeito e paciência, levando-os para que se distraiam e se fortaleçam em sua fé cristã? Por sua vez, quantos doentes e/ou idosos tem a humildade de aceitar os cuidados que lhe são possibilitados por aquela(s) pessoa(s) ali presente(s) no dia a dia, ou nos feriados e certas ocasiões, com muita ou pouca intimidade, confiança e simpatia em sua convivência, sem teimosia, sem orgulho, sem exploração, com consciência de querer ficar bom para participar do projeto de amor oriundo do Pai? Caridade e amor mútuo são sinônimos e levam à cura e à perfeita integração do fragilizado, que uma vez liberto, pode testemunhar a ação de Jesus em sua vida.

Interessante que a ação benéfica de importar-se com o outro passou do campo familiar para todos daquela localidade, mostrando que, ainda que mais tarde, num segundo momento, a caridade e a ação de Jesus terminam por chegar a todos.

O amor ao próximo que leva à cura não deve ser sonegado e usado apenas dentro de nossas famílias, mas de forma indistinta, aonde for possível dar a conhecer que todos podem ter sua saúde e condição física melhorada, porque todos são amados de igual forma pelo Pai Eterno. Algumas autoridades e legisladores, sobretudo no Brasil, esquecem esse fato e aviltam efetivamente seus idosos, e assim não estendem a estes as benesses criadas, ou lhes retiram o que já possuíam, diminuindo seus ganhos gradativa ou bruscamente, ou substituindo por hipocrisias sociais de questionável dignidade, que terminam por dar ao idoso ou ao doente a idéia de que são imprestáveis, não podem mais fazer e servir a suas famílias e a sociedade como antes.

Quando colocamos Jesus em nossas vidas Ele traz a cura física e espiritual, e de forma eficaz reprime e não permite que as impurezas da alma se manifestem para causar mais males. A salvação é no sentido de que a doença espiritual não se instale nas pessoas, causando-lhes males a serem sentidos fisicamente, e vice-versa.

Jesus também dá exemplo de oração, de que devemos buscar a Deus antes de tudo, cedo, de madrugada, na quietude que propicia um encontro consigo mesmo e com o Criador, sendo esta uma forma de fortalecimento espiritual. E quando procurado pelos que já o conhecem, Jesus evita comodidades, mostrando que não podemos nos contentar em testemunhar a misericórdia curadora apenas onde nos encontramos, porque é obrigação cristã o importar-se com o bem de todos, verdadeiramente sem limitações geográficas ou de quaisquer espécies.

A infinita misericórdia de Deus é ampla e irrestrita, até para quem não sabe que ela traz cura e libertação dos diversos tipos de males físicos e espirituais, cabendo a quem dela teve conhecimento agir com caridade e responsabilidade, testemunhando e anunciando a bondade do Pai Eterno, que atua por meio de Jesus, perante todas as gentes, de forma que cada um se sinta integrado e disposto a viver com dignidade. Fiquemos com Deus!

Fonte: Virgínia Melo do Portalsonoticias
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Fonte: Virgínia Melo  |  Edição: Edvaldo Saraiva

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